A mais ouvida

A música que mais ouvi em 2010...


Meu Imortal

Estou tão cansada de estar aqui
Reprimida por todos meus medos infantis
E se você tiver que ir, eu desejo que vá logo
Porque sua presença ainda permanece aqui, e isso não vai me deixar em paz

Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Existem muitas coisas que o tempo não pode apagar

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim

Você costumava me cativar com sua luz ressonante
Agora sou limitada pela vida que você deixou pra trás
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade que havia em mim

Eu tentei com todas as forças dizer à mim mesma que você se foi
E embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E segurei a sua mão todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim.

By Amy Lee

2011

Ano Novo, Blog Novo.
Ou não.

2011 chegou e eu, que já havia pensado há tempos em excluir esse blog, retomo a velha idéia de continuar escrevendo para o nada... para o virtual, para os anônimos navegantes desse mar cybernético chamado INTERNET.

Com essa onda de twitter e todas as redes sociais adjacentes, acabei por abandonar o coitado do blog que sobreviveu a tempos mais remotos, onde a dificuldade de acesso era grande.

Mas... em Janeiro descobri que isso aqui é mais do que um desabafo. Encontrei nesse cantinho do lado esquerdo da net uma verdadeira ferramenta. Um refúgio. Isso aqui é meu, oras.

É um pedaço de mim, do que eu vivi, do que eu senti. Não posso simplesmente apagá-lo como se não fosse importante. É importante.

E se você leu, ótimo. A intenção era essa mesmo.

Não vivo de passado. Vivo de momentos. O presente é feito de momentos. Mas as lembranças servem para que eu nunca esqueça que um dia errei. E acertei também.

O que fui, também compõe o que sou. Então, 2011, prepare-se... Isso aqui vai durar muito ainda.

:D

Limpa

Hoje eu entrei pela porta que você deixou aberta
Olhei a sala vazia, cheia de ilusões
Peguei o rodo e a vassoura encostados atrás dela
A poeira dessa casa enchendo os meus pulmões
Notei que estiveram sempre lá, como eu deixei ficar assim?

Passei a tarde toda revirando velhos retratos
Cartas e músicas com esquecidos refrões
E eu me lembrando que aquilo tudo era passado
Até a parede me mostrava uns antigos borrões:
A foto ao lado do espelho sujo em que você sorria pra mim

Me perdi revirando os pedaços
De alegria do que passou
Foram apenas lembranças tolas
Só momentos, é o que sobrou
De nós

Já é noite e eu me vejo sozinha, com a casa vazia do que limpei
E eu cheia daquilo que esteve comnigo enquanto não acordei

Precisava sair, precisava mudar, mas não devia sem antes aqui entrar e chorar
E essas lágrimas foram o que alvejou a poeira que estava na lemrança do que ficou...

Nada, não ficou nada.
Joguei fora, olho a estrada.
Vazia do nada que habita em mim.
Nada, não ficou nada.
Joguei fora, olho a estrada.
Vazia, calada...

Então sei que posso prosseguir.