Perdida

Passei tanto tempo sem dizer nada?


Quando pensei em falar... já era noite.


Você dormia enquanto eu estava acordada e agora que acordaste, eu durmo.


Não sonho: os pesadelos atormentam minha mente.


Pensei que ainda dava pra mudar, pra ser diferente. Apenas pensei.


Mas não dá.


No sonho, uma voz me disse que acabou. Não há mais jeito.


O caminho era largo, eu não sei mais onde fica a porta.


Estou perdida, não há como despertar.


Estranhas formas me cercam.


Vejo pessoas, vejo muitas... mas não vejo você.


Onde está a porta? Qual é a estrada? Quem me levará?


Acho que fui longe de mais. Esta escuridão...


A neblina é densa, eu não consigo ver.


Tento recordar quando foi que comecei a andar...


Acho que em algum momento eu caí.


Deve ter sido de algum lugar muito alto.


Estou perdida.



sem tempo

Só pra constar que não abandonei o blog...

To meio sem tempo mesmo.

Mas tenho que escrever sobre esse São João.

EU TENHO!!!!!

rsrsrsr


xeros a todos.

REFLEXÃO



Quem é você?



De onde vens, pra onde vais?



Vais?



O que fazes?



Quais são teus sonhos?



Sonhas?



Que traumas trazes na alma?



O que buscas, com quem buscas?



Buscas?



Pelo quê sofres, pelo quê ris?



Porque choras?



Choras?



O que te aflige, aonde aflige?



Quem são teus fantasmas, aonde eles estão?



Quem é o teu reflexo, o que refletes?



REFLETES...






Gostaria de sugerir aos meus caros leitores, que busquem responder estas perguntas... parecem retóricas, mas é um bom exercício à psique. Espero suas respostas nos comentários. Eu vou tentar:




Sou o sopro que o vento leva: vindo de algum lugar, pra lugar algum.
Não faço nada para tal, apenas me deixo levar. Assim eu vou.
Algum dia, chegarei no meu destino: eu sonho.
Os lugares onde passei deixaram marcas; a minha alma as carrega como trauma.
Não sei exatamente o que busco, como disse, apenas me deixo levar. Estou sozinha nessa busca, mas busco.
Sofro a vida, em tudo. Rio desse sofrimento, pois sei ser em vão.
Sou sozinha, não tenho destino. Por isso, às vezes choro. Só às vezes.
Essa dor de viver aflige minha alma, mas não abate o meu corpo.
As lembranças me perseguem. Estão em todo lugar.
O meu reflexo não sou eu... é a projeção do que querem que eu seja.
Reflito!