Menininha




Ah, o verão.... não tive primavera. Pulei do inverno pro verão. Tá um calor.... tô sufocada, se é que me entendem. Mas não falemos disso.

Queria deixar uma musica que me lembra um amigo do qual eu tenho uma saudadona assim destamanho.

Eu acho que ele não lê meu blog, mas a intenção tá valendo assim mesmo. Ontem acabei descobrindo que há pessoas que eu nem imaginava que vêm aqui me visitar e nem deixam um oi. Deixem de ser ruins, gente!!!! Posta um comentário e deixa o nome.... é carinho. Rs.

Bem, a musica, de Vinicius, toda vez que escuto, me lembro de um amigao que mora só a algumas horas de mim, mas que parece mais que mora no polo norte de tanta saudade que eu sinto. Rs.

Por que menininho, vc é muito especial pra mim e sempre que precisar, a menininha estará aqui, pro que der e vier, viu?? Vc é especial pra mim.

Valsa para uma menininha
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho


Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei




Por algum momento, que não consigo recordar, acreditei que enfim, o inverno havia dissipado.
Procurei olhar à minha volta e buscar um pequeno vestígio de uma simples flor, que pudesse ao menos fazer esquecer o frio que sentia. Que sinto.
Que ainda sinto.
Até aquela outra flor, que no gelo havia brotado, morrera.
Apesar de meus infinitos esforços, acabei permitindo que o frio tomasse conta de tudo. Implacável e voraz como só ele soube ser, acabou por tomar conta até de mim.
E tomada por ele, transformei-me também naquilo que mais temia. Acabei sendo igual, enquanto minha alma clamava por diferença.
Liberta-me!
Ainda que tomada pelo gelo à minha volta, gritei.
Foi a esperança apunhalada que fez ecoar este grito abafado pela solidez.
E gritarei até sentir ruir esta redoma que me sufoca.
Porém não quero que ouçam meus gritos.
Enquanto curtem suas primaveras (ou ao menos fingem) eu sofro o gelo a queimar minha pele. E os sinto a me olhar.
Sei que olham. Não os vejo, mas sei. E não suporto ser olhada. Olhares julgam.
Por isso, o jarro na janela.
Não, eu não estou indiferente à primavera que chegou para muitos. E que já se vai. Eu jamais deixaria de admirar as cores, a vivacidade, a alegria que ela traz.
Anseio por ela. Sei que chegará. Mesmo que seja no calor do verão. Basta-me apenas ser paciente.
Enquanto isso contento-me a enxergar através da transparência gélida as flores na janela.
Breve, serão à minha volta.


E enquanto estiver a contemplar a água das cachoeiras à minha volta, sequer lembrarei que um dia foram a neve de outrora.

4 de novembro


Passei o dia todo esperando. Tentei fingir que não, mas passei. Recebi um beijo de manhã bem cedo. E um abraço. Tava dormindo, mas senti. Acordei mais tarde do que o de costume. Almocei. Recebi um telefonema. Fui dormir. Ia sair. Desisti. Acordei. Fui dormir. Alguém bateu no portão me chamando, mas eu não estava querendo ver nignuém. Fiquei assim até a noite. Acordei. Coloquei uma roupa de ficar em casa, confortavel. Fui fazer um jantar qualquer. Fiz um mais ou menos caprichado. Ele chegou. Foi tomar banho. A família dele chegou. Eu não esperava. Ainda bem que decidi caprichar no jantar - pensei. Ela (minha sogra) sentou na mesa da cozinha. Ficamos conversando. Terminei de cozinhar. Lavei as panelas. Limpei a pia. Pedi licensa e fui pegar as roupas no varal. Joguei-as em cima da cama. Ela as dobrou. Fui tomar banho. Vesti uma roupa mais apresentável. Meu sogro apareceu. Ofereci o jantar. Jantaram. Eu não estava com fome. Fui jogar um game com meu cunhado. Revezamos nas partidas. Eles (Flávio e meus sogros) ficaram na sala vendo TV. Agradeceram, elogiaram a comida. Mais tarde, foram embora. Flávio saiu com eles. Fui experimentar o jantar. Estou de regime. Estava realmente gostoso. Deitei no sofá. Bebi água. Assisti TV. Flávio chegou. Fomos jogar outro game. Voltamos para a sala. Passava um filme. Minha mae chegou. Estava tarde. Chegaram duas amigas dela. Entraram, falaram comigo, me deram um presente e sairam. Conversamos um pouco (os três) e fomos dormir (eu e ele). Finalmente! Sexo de aniversário. Adoro sexo de aniversário.